AUGUSTO CÉSAR

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Quinta-feira, Fevereiro 15, 2007

vaidade


do Lat. vanitate

s. f.,
qualidade do que é vão, instável ou de pouca duração;
inanidade;
presunção ridícula;
ostentação;
fatuidade;
jactância;
vanglória;
futilidade

.: por Augusto César | 1:18 PM
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Segunda-feira, Fevereiro 05, 2007

vem o vento
em seu talento
de lembranças trazer,
espalhar o esplandecer
de sentimento,
saudoso em seu momento,
ora permanente
quanto distante se sente
da metade sísmica
vital,
do qual completa o arsenal
de lágrimas e sorrisos
transformado pela distancia
em apenas lembranças
restando apenas o indesejado
e mais dolorido sentimento
que bate:
SAUDADE...

(saudades da minha fro...)

.: por Augusto César | 11:26 PM
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Domingo, Setembro 03, 2006

Palavras foram jogadas ao vento
Talento hipocondríacopoético
Circulando por entre as veias do cético
Ocultando um crente pensamento

Palavras são jogadas ao vento
Por bocas dentuças profanantes
Por canetas em palavras escaldantes
Mesclando a desordem e o sentimento

Palavras serão jogadas ao vento
Tão quentes quanto o meio-dia de uma emoção
Ao léu e em peso, uma baleia num caldeirão
Na não necessidade de lamentos

.: por Augusto César | 1:00 AM
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Domingo, Agosto 13, 2006

havia um homem que sabia
havia
julgava-se saber como devia
ou não sabia

havia um homem no canto da cidade
havia
e no canto ele morria
ou não vivia

o homem tinha uma bailarina
ele tinha
e a afogava na piscina
que não tinha

e tinha uma vida linda
que vida
linda como tinha
como a vida da vizinha
tinha...

.: por Augusto César | 11:46 PM
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Segunda-feira, Julho 31, 2006

eu sou este aí
que a cama espanca
até as duas da tarde
sou a enxurrada
no canto das ruas
escoando sem alarde
sou o caminho
que te leva daqui
pra canto algum
o fermento do pão
que não se come
no dia do jejum

o rabisco qualquer
que ao telefone alguém fazia
hoje, um poeta
mal amado pela poesia

.: por Augusto César | 10:23 AM
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Quarta-feira, Julho 26, 2006

entretenimento
estrada de atropelamentos,
irremediada confusão

sentimento
preso à força das gavetas
que se debatem em agitação

o carinho em si mesmo,
de narciso à narciso,
em retro-desenvolvimento febril

derrubado pela vontade
de se ressucitar
afogado na sua vaidade azul-anil

é o beijo
na própria testa

é a falta de dignidade
que nos resta

.: por Augusto César | 3:50 PM
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Sexta-feira, Julho 07, 2006

espartilho
gatilho
estribilho
milho:
pipoca
piroca
pororoca sexual,
sem sensual.

gordura
secura:
contraste
de traste
em riste:
triste saber
mais triste
não ser.

do pensamento
a forma
feito fio escracho
dor no umbigo,
nos bolsos
e na cabeça de baixo

insólita
caçada soturna
antes que a noite pereça
armados de tinta,
fumarulho
e espartilho na cabeça.

o sentimento
informa:
fita a flor do cacho,
calor mendigo
no insosso
amar na mente o acho.

procura
insegura
inspira
a pira:
o pinto é o sinto
pinto o cinto
além do minto:
misto de homem
e nada:
nada segura a calça
e a caçada é inútil
fora do dentro,
além do cetro
de rei raso
e rastro de resto,
réstia de risco
de arame
emaranhado
(entranhado)
entranha a fora.

e a mente esfria
esfria calça, esfria pinto
esfria saia, esfria sinto
gela até cabeça esguia
cala o poço antes faminto

a pira do fogo frio
se apaga...
a pele,
em vez do plástico,
se alaga...

o furor foi-se
resta o toque
de carinho matemático
que ao outro chega
como um coice,
ou foice
foi-se:
fez-se água e calor,
da liquidez lânguida
à lâmina ômega:
fim do fim,
vapor,
início do nada,
houve amor,
amor?



* Construído em parceria com meu grande amigo Leonardo Leão

.: por Augusto César | 12:31 PM
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Quarta-feira, Julho 05, 2006

tem mente que sente,
diz e não mente
sente que mente
tem mente sem gente
que mente e não sente
gente sem gente
que geme
e geme
e geme

.: por Augusto César | 10:57 PM
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Domingo, Julho 02, 2006

Eu estou cansado
não
não vou me embriagar
não vou me entorpecer
apenas cansado
cansado do cigarro
da fumaça
(desgraça)
cansado da bebida
embriagues
estou cansado
não
não fumo
não bebo
mas estou farto
bem cansado
cansado de prender meus pés
aos pés da cama
cansado de fingir
que não vejo a trama
cansado de tentar patriota
farto de ser
estúpido e idiota
eu estou cansado
e muito
de arrastar os chinelos
convicto de que não sou
simplesmente vão
enquanto busco utilidade
pra minha burrice
entre dois aparelhos de televisão
estou cansado
de vestir esta coleira
de exibir minha moleira
cansado de tu
tudo
cansado das turbulências
dos sistemas e estratagemas
que me obrigam a escrever
poemas

o que me cansa
é do futuro saber
a consciência do porvir
o que me deixa neste estado
é saber que vou continuar
assim - cansado

.: por Augusto César | 6:27 PM
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Domingo, Junho 25, 2006

Melhor o mundo seria
se governassem a Terra
somente as mães que um dia
perderam um filho na guerra.

(Jó Patriota)

.: por Augusto César | 4:08 AM
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Sábado, Junho 24, 2006

a loucura
é a frescura dos anéis
a brancura dos fiéis
é a qualidade da tua vida
longe da natureza
é a hipocrisia
disfarçada de beleza

A loucura é a linha do ego
é o corrimão do cego
são palavras não ditas, à esmo
bênçãos escritas,
caixinha de batatas-fritas,
loucura é um mergulho por fora de si mesmo

Loucura é fazer orkut em forma de protesto
é dizer que se vê longe da falseta
louco é quem se diz honesto

.: por Augusto César | 6:02 PM
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Sexta-feira, Junho 23, 2006

minúsculas
letras minúsculas
maculam meu nome

desnorteiam
as letras da bússola
que guiam o homem

embucetamento
sentimental:
se homem, nada sinto

poesia é sentimento
e se hoje poéto
é porque minto



*o post de hoje marca a revitalização do layout deste blog.
E é dedicado à Dona Andréa, que nada tem a ver com o poema.

.: por Augusto César | 2:46 AM
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Sexta-feira, Junho 16, 2006

o rugido do leão covarde
escondido atrás do arbusto
aquilo que o som invade
dedilhado, enfim, no susto
o arranhado sofá do gato
que suas unhas aguenta

- eu sou aquele que a poesia arrebenta

.: por Augusto César | 2:34 AM
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Quarta-feira, Junho 07, 2006

como um dominó, peça a peça, enfileiradinhas.
como uma criança, peça a peça, derrubo tudo
e começo outra vez...

.: por Augusto César | 12:01 AM
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Segunda-feira, Maio 29, 2006

NOVA EDIÇÃO

Eis me aqui, Augusto César, retomando a atividade de blogueiro.
Não vou prometer nada, a não ser postagens freqüentes.

Abraços.

.: por Augusto César | 11:29 PM
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